Questões filosóficas e mundiais fazem parte do universo dos super-heróis em “Watchmen”
Não se engane com o “smile” do pôster de “Watchmen”. Ele está longe de ser apenas uma carinha feliz.
O longa dirigido por Zack Snyder (de “300”) conta a história dos Vigilantes (Watchmen, em inglês) baseado nos quadrinhos criados por Alan Moore (também criador de “V de Vingança”) e ilustrados por Dave Gibbons no final da década de oitenta.
Com um custo de 130 milhões de dólares, o filme não fez muito furor na mídia devido a seu conteúdo adulto, o que talvez o tenha impedido de arrecadar mais do que os 183 milhões conseguidos. Entretanto, “Watchmen” foi sucesso absoluto de vendas em Blue-Ray, quando lançado no meio do ano. Para aqueles que ainda não possuem a nova tecnologia, a Warner lançou recentemente o DVD duplo do filme, que já pode ser alugado e comprado em todo o país.
Tanto o filme, quanto os quadrinhos tratam de algumas questões: como seria o mundo no qual os super-heróis realmente existissem? Como eles se relacionariam com os humanos normais? Quais conseqüências isso teria?
Na tentativa de respondê-las Moore e, consequentemente Snyder, utilizam princípios da teoria do caos, mais conhecido como efeito borboleta. Se, de acordo com essa teoria, o bater de asas de uma borboleta na China pode provocar uma avalanche em Nova York, dá para imaginar como seria se super-heróis andassem no meio de nós e tivessem problemas comuns.
O filme começa com um misterioso assassinato, que leva um dos heróis, Rorschach (interpretado por Jackie Earle Haley) a querer vingança e a reunir os outros mascarados.
No entanto, devido ao esquecimento e terríveis conseqüências aos Minutemen (super-grupo que antecederam os Watchmen), os companheiros de Rorschach resolveram se aposentar e esquecer as vidas de heróis. Entre eles, o Dr. Manhattan (Billy Crudup), o único com super poderes de verdade.
A “realidade” na telona
Sob uma perspectiva e narrativa não-linear, com flashbacks, informações e personagens reais, como a guerra nuclear e a presença do ex-presidente dos Estados Unidos, Nixon, “Watchmen” foi e é uma obra revolucionária.
A direção, a fotografia e os efeitos especiais do filme são impecáveis e temos a impressão de estar lendo um quadrinho. A trilha sonora fica por conta de clássicos como “The times they are a changin’”, de Bob Dylan e “The Sound of Silence”, de Simon and Garfunkel.
Para quem gosta de ação, mas espera uma história de super-heróis não convencional, o longa é imperdível. E mais: para quem perdeu algumas aulas de história na escola pode conferir fatos importantes que marcaram a história mundial.





É um bom filme, apesar de algumas cenas cômicas meio desnecessárias (como o lança chamas ativado em um certo “momento”). No geral, a adaptação ficou muito boa, e eu gostei mais do final do filme do que o final da HQ, sendo que ambos são diferentes.
Uma pena que aqui no país não tenha saído o blu-ray (ou dvd) com as cenas excluídas. Eu já cheguei a assistir e confesso que a morte do primeiro Coruja foi algo que deveria ter no filme (e isso não tem no filme editado).
Algo importante também é um documentário na ambientação do filme, no qual o primeiro Coruja é entrevista. Achei muito bacana isso e acho que também não consta nos bônus.
Um filme mais que recomendado a quem gostou do HQ ou que está disposto a ver um filme de ação inteligente e com personagens mais “humanos”.