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O mestre dos efeitos especiais

James Came­ron. Com cer­teza só de ouvir esse nome, você já se lem­bra de algum filme que ele fez, não é?  Cine­asta, pro­du­tor e rotei­rista, o cana­dense James Fran­cis Came­ron (de “Ava­tar”) é con­si­de­rado um dos 3 mai­o­res cine­as­tas em ati­vi­dade, ao lado de Ste­ven Spil­berg (de “Indi­ana Jones”) e Peter Jack­son (de “O Senhor dos Anéis”).

O cine­asta James Cameron

For­mado em física pela Uni­ver­si­dade da Cali­fór­nia, tra­ba­lhava como cami­nho­neiro e cos­tu­mava escre­ver um pouco nas horas vagas. Certa vez, enquanto assis­tia “Star Wars IV”, a voca­ção falou mais alto e ele deci­diu aban­do­nar a pro­fis­são e se dedi­car exclu­si­va­mente ao cinema.

No iní­cio de sua car­reira, apren­deu novas téc­ni­cas de fil­ma­gem e fazia pro­du­ções com baixo orça­mento. Curi­o­sa­mente, ele foi o pri­meiro dire­tor a pro­du­zir e diri­gir um filme com custo supe­rior a US$ 100 milhões, com “True Lies”, e repe­tiu a faça­nha com “Tita­nic”, pro­du­ção que cus­tou o dobro, na casa dos US$ 200 milhões.

Com carac­te­rís­ti­cas mar­can­tes, Came­ron é conhe­cido por pro­du­zir fic­ções cien­tí­fi­cas e por uti­li­zar mui­tos efei­tos espe­ci­ais. Ele tam­bém cos­tuma criar per­so­na­gens femi­ni­nas mar­can­tes, já pro­ta­go­ni­za­das por atri­zes como Janette Golds­tain (“Tita­nic”) e Sigour­ney Wea­ver (“Avatar”).

James Came­ron tra­ba­lhava no desen­vol­vi­mento de “Ava­tar”, sua última pro­du­ção, desde 1997, após o tér­mino de “Tita­nic”. Segundo ele, se o filme for bem suce­dido, pode­mos espe­rar mais duas sequências.

“AVATAR” (2009)

Came­ron e Sam Worthing­ton durante as fil­ma­gens de “Avatar”

“Ava­tar” trouxe mui­tas ino­va­ções em ter­mos de tec­no­lo­gia cinematográfica, devido ao seu desen­vol­vi­mento com visu­a­li­za­ção 3D e gra­va­ção com câme­ras que foram fei­tas espe­ci­al­mente para a pro­du­ção do filme.

O orça­mento divul­gado pelo site ofi­cial do filme (www.avatarmovie.com) foi de U$ 237 milhões e o fatu­ra­mento mun­dial, só no seu fim de semana de estréia, foi de quase U$ 233 milhões, o sétimo maior da his­tó­ria do cinema. Pelo visto, vem aí mais uma tri­lo­gia, não é?

A fic­ção cien­tí­fica épica escrita e diri­gida por Came­ron, cau­sou fris­son nos admi­ra­do­res de seu tra­ba­lho. “O filme é per­feito. A estó­ria é ótima e os grá­fi­cos exce­len­tes. Sabia que Came­ron não nos des­cep­ci­o­na­ria”, diz Camila Mon­ta­nha, fã do diretor.

“TITANIC” (1997)

O filme escrito, diri­gido e co-produzido por Came­ron, se tor­nou recor­dista em bilhe­te­ria e esta­tu­e­tas do Oscar.

Cena do filme “Tita­nic”, ven­ce­dor de 11 Oscars

Porém, “Tita­nic” teve uma pro­du­ção muito com­pli­cada. Estou­rou o orça­mento e estreou com atraso de cinco meses. Durante as fil­ma­gens, um  “brin­ca­lhão” mis­tu­rou PCP (pó-de-anjo) no jan­tar ser­vido à equipe téc­nica e elenco. 80 pes­soas fica­ram doen­tes e mui­tas foram hos­pi­ta­li­za­das com alu­ci­na­ções, den­tre elas Came­ron e Bill Pax­ton (de “Mar­ca­dos pelo Ódio”). A atriz Kate Wins­let (de “Ham­let”) fra­tu­rou o coto­velo, pegou pneu­mo­nia e quase se afogou.

As cenas de nau­frá­gio do navio foram fei­tas com maque­tes e com­pu­ta­ção gráfica.

“Tita­nic” per­ma­ne­ceu durante 15 finais de semana em pri­meiro lugar nas bilhe­te­rias; a maior da his­tó­ria. A pro­du­ção ren­deu a Came­ron três Oscars (Melhor Filme, Melhor Dire­tor e Melhor Edi­ção), um Globo de Ouro como Melhor Dire­tor, e um Ame­ri­can Cinema Edi­tors, tam­bém como Melhor Diretor.

“True Lies”, o pri­meiro filme mais caro da his­tó­ria do cinema

“TRUE LIES” (1994)

O filme de ação tem em seu elenco Arnold Schwar­ze­neg­ger (de “Queima de arquivo”) e Bill Pax­ton (de “Mar­ca­dos pelo Ódio”), ambos pre­sen­tes em diver­sos tra­ba­lhos de Cameron.

A estó­ria é sobre um casal que vive um casa­mento base­ado em men­ti­ras. Ela acha que ele é um ven­de­dor de com­pu­ta­do­res, enquanto na ver­dade ele é um espião a ser­viço do governo. Envol­vi­dos em uma peri­gosa trama ter­ro­rista, o casal tem de dei­xar as bri­gas de lado para sobreviver.

Sucesso de crí­tica e bilhe­te­ria, o filme teria uma con­ti­nu­a­ção, mas Came­ron desis­tiu após os aten­ta­dos de 11 de Setembro.

“O EXTERMINADOR DO FUTURO 2″ (1991)

O que à par­tida não pas­sa­ria de uma pro­du­ção de baixo orça­mento e con­de­nada ao esque­ci­mento, tornou-se um dos fil­mes mais famo­sos da his­tó­ria do cinema, não só pelos seus efei­tos espe­ci­ais ino­va­do­res, mas pelo seu argu­mento ori­gi­nal e inventivo.

A his­tó­ria começa 10 anos após os acon­te­ci­men­tos do pri­meiro filme, com a che­gada de um novocyborg envi­ado ao pas­sado pelo super­com­pu­ta­dor Skynet, que luta con­tra a huma­ni­dade em 2029.

Mais uma vez Schuwar­ze­neg­ger pro­ta­go­niza um filme de Came­ron em “Ter­mi­na­tor 2″

Uma curi­o­si­dade: a música “You Could be Mine”, do Guns n’ Roses, foi com­posta espe­ci­al­mente para o filme. A banda é home­na­ge­ada em uma cena onde Arnold Schwar­ze­neg­ger, fã con­fesso, retira uma esco­peta de uma caixa de rosas.

“O Exter­mi­na­dor do Futuro 2 — O Jul­ga­mento Final” arre­ca­dou US$ 490 milhões e foi capaz de recu­pe­rar seus cus­tos de pro­du­ção em ape­nas 12 dias de exi­bi­ção. Trata-se de um thril­ler emo­ci­o­nante com uma his­tó­ria digna de ser vista e re-vista. “Hasta la vista, Baby”.

“The Abyss” não foi um dos mai­o­res suces­sos do diretor

“O SEGREDO DO ABISMO” (1989)

“The Abyss” conta a estó­ria do nau­frá­gio de um sub­ma­rino norte ame­ri­cano. Enquanto a Mari­nha sus­peita dos rus­sos, alguns cien­tis­tas des­co­brem seres estra­nhos debaixo d’água. O filme exi­giu oito sema­nas de fil­ma­gens subaquáticas.

Os efei­tos espe­ci­ais ino­va­do­res, usa­dos para dar forma aos ali­e­ní­ge­nas subaquá­ti­cos, foram reu­ti­li­za­dos pelo dire­tor em seu filme seguinte, “Ter­mi­na­tor 2: Judg­ment Day para criar o andróide T 1000.

Devido aos cor­tes fei­tos para dimi­nuir o custo da pro­du­ção, a estó­ria aca­bou ficando meio con­fusa e o filme foi um fra­casso de bilheteria.

“Ali­ens: O Res­gate” foi eleito o melhor filme de todos os tempos

“ALIENS: O RESGATE” (1986)

Visto hoje, o filme que tem mais de vinte anos con­ti­nua sendo uma pro­du­ção impo­nente, que não per­deu sua força com o pas­sar dos anos ou com advento dos efei­tos digi­tais no cinema.

Segundo a revista espe­ci­a­li­zada em cinema, Empire, que ele­geu o filme como o melhor de todos os tem­pos, “Came­ron con­se­guiu mani­pu­lar geni­al­mente a ten­são, estru­tu­rando bela­mente a catarse, a car­ni­fi­cina, a espera ago­ni­zante e ação.

Came­ron nomeou a sequên­cia de “Ali­ens”, que se tor­nou um sucesso de bilhe­te­ria e rece­beu o Oscar de Melhor Atriz para o papel de Sigour­ney Wea­ver (que volta a tra­ba­lhar recen­te­mente com Came­ron em “Ava­tar”), Melhor Tri­lha Sonora e  Melho­res Efei­tos Especiais.

Came­ron fez de “Ter­mi­na­tor” a maior série da his­tó­ria do cinema

“O EXTERMINADOR DO FUTURO” (1984)

“Ter­mi­na­tor” deu ori­gem a qua­tro sequên­cias, tor­nando a série uma das mais ren­tá­veis de todos os tem­pos, e per­mi­tiu a Arnold Schwar­ze­neg­ger atin­gir o estre­lato pelo seu papel como Exterminador.

James Came­ron con­se­guiu ino­var em dois temas bas­tante explo­ra­dos pela ficção-científica: as via­gens no tempo e a domi­na­ção das máqui­nas. Came­ron não ima­gi­nava que esta se tor­na­ria uma das mai­o­res séries de todos os tempos.

“Pira­nha II: The Spaw­ning” não con­se­guiu supe­rar o pri­meiro filme

“PIRANHAS II – ASSASSINAS VOADORAS” (1981)

Ao inves­ti­gar uma morte, uma ins­tru­tora de mer­gu­lho des­co­bre que pira­nhas assas­si­nas voa­do­ras infes­ta­ram sua cidade. Isso mesmo, voadoras!

Came­ron havia sido con­tra­tado ini­ci­al­mente para super­vi­si­o­nar os efei­tos espe­ci­ais do filme trash “Pira­nha Part 2: The Spaw­ning”, mas aca­bou assi­nando o filme. Os efei­tos espe­ci­ais dei­xam um pouco a dese­jar, devido ao baixo orça­mento. Tam­bém não obteve muito sucesso, visto que não con­se­guiu supe­rar o pri­meiro filme, “Piranhas”.

“XENOGENESIS” (1978)

O curta metra­gem de 12 minu­tos é um pre­view do que Came­ron faria durante toda sua car­reira. Con­tendo várias cenas que lem­bram “Ter­mi­na­tor”, a obra foi aban­do­nada por Came­ron sem ser con­cluída, por falta de fundos.

Came­ron em 1978, nas fil­ma­gens de “Xenogenesis”

Mesmo assim, foi o sufi­ci­ente para cha­mar a aten­ção de Roger Cor­man (de “A mal­di­ção da Cada Assom­brada”) que abriu as por­tas do cinema para Came­ron com “Pira­nhas 2”.

Daí em diante, o dire­tor busca reno­var tec­no­lo­gias a cada pro­du­ção, dei­xando nós, os espec­ta­do­res, mara­vi­lha­dos com sua arte.

Came­ron tam­bém  ini­ciou o roteiro de “Rambo 2″, que pos­te­ri­or­mente foi assu­mido por Syl­ves­ter Stal­lone. O dire­tor foi cre­di­tado no final do filme e jun­tos os dois ganha­ram o Tro­feu Fram­bo­esa de Pior Filme.

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Thaís Bortolozzo

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