Mais uma produção da Walt Disney Pictures, a animação “A Princesa e o Sapo” é a primeira a trazer uma heroína negra.
Já conhecidos pelo público por assinarem outros contos de fadas como “A Pequena Sereia”, “Aladdin” e “Hércules”, o filme “A Princesa e o Sapo”, conta também com a com a mesma direção de Ron Clements e John Musker, que tem sua estréia marcada para o dia 11 de dezembro de 2009, apenas com cópias dubladas.
Num estilo musical, o filme conta a história de uma jovem de 19 anos, com descendência afro-americana. Tiana (dublada originalmente por Anika Noni Rose) vive uma dura e humilde vida em Nova Orleans (Estados Unidos) com sua mãe, e desde criança sonha em ter seu próprio restaurante (sonho cativado e deixado pelo seu querido e falecido pai).
Sempre motivada pelo espírito sonhador, para que seu desejo se torne realidade, a jovem deixa de lado sua vida social e abre mão da sua diversão com as amigas (que não se conformam que a jovem só pensa em trabalhar) e se esforça para conseguir manter o trabalho em dois empregos, juntando assim, o máximo de dinheiro possível.
Com muito suor e dedicação
A fim de conseguir a quantia necessária para pagar o aluguel do imóvel, Tiana aceita trabalhar numa festa realizada por sua amiga de infância, Charlotte Labouff (narrada por Jennifer Cody), uma menina rica e mimada que resolve organizar uma recepção para conquistar o coração do príncipe Naveen (interpretado por Bruno Campos) que acaba de chegar à cidade.
A proposta para o beijo mágico
Até que num incidente faz com que Tiana necessite trocar de roupa no quarto de Charlotte, e assim, use um de seus vestidos. Enquanto a bela jovem admira as estrelas na varanda do quarto da amiga, surge um sapo anunciando ser o príncipe e pedindo que Tiana o conceda um beijo para que o um feitiço de vudu nele aplicado seja desfeito.
No começo, a jovem acha a ideia um tremendo absurdo, mas aceita após receber a proposta e a promessa do príncipe para ajuda-lá a conseguir o restante do dinheiro e concretizar o valor do aluguel. Porém, ao beijá-lo, ao invés dele voltar a ser humano, é ela quem se transforma numa rã.
No encanto da Disney, os personagens contam com a ajuda de Ray, um vaga-lume desdentado, apaixonado por uma estrela, e Louis, um divertido crocodilo cantor que sonha em tocar trompete numa banda de jazz. Juntos vão à busca de um contato com Mama Odie, uma fada madrinha meio feiticeira, para tentar quebrar o feitiço, e assim, voltarem a ser humanos. É no meio de um pântano frio e perigoso, que eles descobrem a magia do amor e da solidariedade.
Pronto! É ai que a confusão está garantida, “A Princesa e o Sapo”, marca o retorno dos estúdios Disney, produzida de forma tradicional, ou seja, os desenhos são feitos à mão, além de ser o primeiro clássico a trazer uma heroína negra.
Em família
Tânia e Elaine Godoy, respectivamente tia e avó de uma menina de quatro anos, levaram a pequena Gabriela Godoy (que adorou o filme e se encantou com a princesa) para conferir o novo clássico da Disney. “O filme foi interessante. Usou e abusou do jazz, e foi um conto de fadas que mais se aproxima da nossa realidade”, comenta Elaine.
Já para Tânia, o filme é atraente, mas ela confessa que achou um pouco forte para as crianças. “Foi lindo, até por ser o primeiro da Disney em que a princesa é negra. Mas achei meio assustador para crianças pequenas, pois você acha que a criança está entendendo o que está acontecendo e na verdade, ela não está”, complementa.
Com uma trilha musical composta de muito jazz, blues e gospel, o novo desenho é rico em detalhes minuciosos que faz despertar a imaginação e brilhar o olho da criançada. O filme estilo musical chega a encantar todo mundo. “A Princesa e o Sapo” é uma animação no estilo conto de fadas, mas que se aproxima mais da nossa realidade, e resgata assim, a importância do valor á vida de muito suor e trabalho.
veja o trailer do filme abaixo e confira a segunda parte da matéria na página 2.
Página: 1 2



